PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E A POLÍTICA DE VAREJO

A maior ofensa durante toda essa eleição foi ouvir que o marketing venceu.

Na faculdade de comunicação se aprende que o marketing consiste em perceber oportunidades para criar produtos e serviços com o objetivo de suprir as necessidades dos clientes.

Há toda uma preocupação em pesquisar, entender as necessidades dos consumidores. As empresas mais sérias trabalham com planejamento estratégico, design thinking e uma série de processos voltados para inovação. Aí então, se sugere projetos, ideias e ações que impliquem em melhorar a vida das pessoas.

Um dos questionamentos que mais escutamos na Uevolllu é sobre o retormo imediato do investimento. Alguns empresários fazem a conta simplista de que para cada real investido em marketing e planejamento estratégico se precisa vender o real investido + X imediatamente.

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Planejamento estratégico e marketing barato

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Essa mentalidade simplista, foi reproduzida dentro das eleições. Nenhum dos candidatos teve a preocupação de apresentar produtos e serviços relevantes. Cada um se preocupou em fazer a venda. Independente das consequências e capacidade de entregar o que o consumidor espera.

Prova disso foi a baixaria e sucessão de ataques, que por sinal, funcionou muito bem para o lado do grupo vencedor. O objetivo aqui não é falar sobre política, ser partidário a esse ou aquele. O propósito é levantar a reflexão de que aquela promoção com preço baixo, até vende, mas nem sempre atende as necessidades do consumidor.

Percebam que o plano de governo de nossos ilustres candidatos nem sequer existia no início da campanha. Não estamos falando de uma empresa pequena, estamos falando de uma nação. Algumas semanas depois, com a pressão da opinião pública foram apresentados nos sites dos candidatos os seus planos de governo.

Plano estratégico, nem aqui, nem na China

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Fizemos um exercício aqui na Uevollu de tentar avaliar as propostas dos candidatos em seus sites. Se ainda estiver no ar, tente perceber, apenas frases vazias, genéricas e nada, nem perto, do que se possa chamar de um projeto para o país.

A mulher “mais poderosa do Brasil”, gaguejando mais que adolescente em sua apresentação escolar, mostra que não temos um projeto de país. Temos fragmentos de assuntos populares que induzem a massa. Sem contar o seu principal garoto propaganda, aquele estilo que a massa adora, move multidões, mas se esconde no submundo de tudo aquilo que ele não sabe.

O resultado veio, reeleição aí, o resultado a curto prazo foi gerado. Os milhões investidos, vão triplicar no bolso daqueles que investiram na campanha. A questão é que não se constrói marca, muito menos produtos e serviços relevantes para os consumidores levando uma nação com a mesma política do varejo popular.

Enfim, a maioria dos consumidores no Brasil escolheu o seu presidente, como se escolhe um sapato na vitrine. Cada um olhou para o modelo que mais gostava e principalmente aquele que apertava menos o seu calo. Hoje, se chama de marketing político aquilo que infelizmente são apenas táticas ultrapassadas de venda e comunicação. Só por favor, não nos ofenda. Isso não é marketing. Isso é política.

Que a força esteja com todos nós!

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